SAúDE

Pernambuco confirma mais uma morte de criança com síndrome rara associada à covid-19

De acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, a vítima é uma menina de 1 ano e 11 meses e morava no Recife

Pernambuco confirma mais uma morte de criança com síndrome rara associada à covid-19

Casos de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica foram registrados em Pernambuco - Foto: Freepik/Banco de Imagens

Em coletiva online, nesta quarta-feira (16), a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) atualizou os dados da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), uma doença que está sendo associada à covid-19, e confirmou a segunda morte. De acordo com a SES-PE, a vítima é uma menina de 1 ano e 11 meses, moradora do Recife, e que faleceu no início de agosto. Além disso, o governo estadual confirmou também que outra menina de 3 anos, também da capital pernambucana, recebeu alta no início de julho da síndrome rara.

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Medicamento

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremepe), Mário Fernando Lins, o medicamento já está disponível na rede pública de saúde e os hospitais de referência podem fazer a solicitação. Os casos da síndrome rara associada à covid-19 atinge crianças e adolescentes.

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‘’Nós conseguimos a garantia de mais 20 leitos de UTI para crianças; a imunoglobulina, que é importante na fase aguda da doença, já está viável na rede pública (de saúde) e os gestores podem solicitar dos estoques que foram remanejados. Os casos que são diagnosticados são encaminhados’’, afirmou. 

Risco de contaminação

A pediatra Ângela Rocha contou que as vítimas podem apresentar os sintomas da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica dentro de dias ou semanas mesmo que não tenha sido infectada pelo novo coronavírus. Essa questão também foi comentada pelo presidente do Cremepe e ele afirmou que se trata de um ‘’grande problema’’. 

‘’A imunoglobulina está sendo disponibilizada em toda as unidades de referência que precisem podem solicitar a central que será atendido. A criança é assintomática. Esse é o grande problema. Ela pode ter a doença e não apresentar os sintomas (no caso da codi-19)'', explicou. 

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