POLíCIA

Casos de violência contra a mulher podem ser registrados online

Durante isolamento social, por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), pode haver aumento na violência doméstica e familiar contra as mulheres.

Casos de violência contra a mulher podem ser registrados online

Os casos que envolvem agressões físicas e sexuais ainda precisam ser registrados presencialmente, pois envolvem perícias médicas. - Foto: Reprodução/ Internet

Nesse período de isolamento social, por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a Polícia Civil de Pernambuco considera que pode haver um aumento na violência doméstica e familiar contra as mulheres.

Para facilitar o registro de queixas, uma portaria instituiu, na segunda-feira (25), que as mulheres vítimas dos crimes de injúria, calúnia ou difamação, em situação de violência doméstica, podem registrar os Boletins de Ocorrência via Delegacia pela Internet (www.policiacivil.pe.gov.br).

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Avaliação

A medida visa a evitar subnotificações. Os registros serão validados pela Delegacia pela Internet e acompanhados pelo Departamento de Polícia da Mulher (DPMUL) para as devidas providências.

Os casos que envolvem agressões físicas e sexuais ainda precisam ser registrados presencialmente, pois envolvem perícias médicas.

Delegacias

Atualmente, Pernambuco conta com Delegacias da Mulher em Santo Amaro (Recife), Prazeres (Jaboatão dos Guararapes), Cabo de Santo Agostinho, Paulista, Vitória de Santo Antão, Goiana, Caruaru, Surubim, Afogados da Ingazeira, Garanhuns e Petrolina. Onde não houver uma unidade especializada, a população pode procurar qualquer delegacia de plantão, na área onde reside ou onde ocorreu o crime.

É importante denunciar e se informar sobre a rede de proteção por meio da Ouvidoria Estadual da Mulher. O número é 0800 281 8187. Em situação de emergência policial, ligar para o número 190.

#UmaPorUma

A violência contra a mulher é constante e frequentemente acaba em tragédia. Existe uma história para contar por trás de cada feminicídio, em Pernambuco. O especial Uma por uma contou todas. Em 2018, o projeto mapeou  onde as mataram, as motivações do crime, acompanharam a investigação e cobraram a punição dos culpados. Um banco de dados virtual, com os perfis de vítimas e agressores, além dos trágicos relatos que extrapolam a fotografia da cena do crime. Confira o especial Uma por Uma, sobre feminicídios em Pernambuco, aqui.

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